O vídeo apresenta uma conversa realizada em julho de 2020 entre as curadoras e as artistas da Trovoa  [Ana Almeida, Ana Clara Tito, Carla Santana, Jade Maria Zimbra e Laís Amaral].

As imagens foram produzidas pelas próprias artistas com uma câmera VHS e com celular.

O audiovisual do Travessias 6 é uma parceria com a Alucinação filmes que editou e realizou o vídeo.

Após a apresentação do filme, as curadoras e artistas respoderam perguntas do público.

Entrevista Trovoa no canal OF COLOR TV

Jade Maria Zimbra - rota sibilar

Jade Maria Zimbra
rota sibilar

Jade Maria Zimbra
a benção da noite é escurecer

Jade Maria Zimbra - cascas de beterraba sobre livro fotografia em negativo

Jade Maria Zimbra
página-lâmina
(cascas de beterraba sobre livro fotografia em negativo)

Jade Maria Zimbra - portão

Jade Maria Zimbra
portão

MARIA ZIMBRA · OURIÇO

Jade Maria Zimbra
experimentações sonoras

Carla Santana - Desdobrando-fardos
Carla Santana - Desdobrando-fardos

Carla Santana
Desdobrando-fardos

Carla Santana - Escoar ou O mar num copo d'água

Carla Santana
Escoar ou O mar num copo d'água

Ana Almeida - Entre o Efêmero e o Perene, 2020

Ana Almeida
Entre o Efêmero e o Perene, 2020

Ana Almeida - Sem Título, 2020

Ana Almeida
Sem Título, 2020

Ana Almeida - Interesses da Continuidade II, 2020

Ana Almeida
Interesses da Continuidade II, 2020

Ana Clara Tito - Os usos da raiva - momento 5 2019

Ana Clara Tito
Os usos da raiva - momento 5 2019

Ana Clara Tito - Sem título (Complexo) 2020

Ana Clara Tito
Sem título (Complexo) 2020

Sem título (E ela me perguntou do que é feito o meu cansaço) 2019 (2)

Ana Clara Tito
Sem título (E ela me perguntou do que é feito o meu cansaço) 2019 (2)

Ana Clara Tito - Sem título (E ela me perguntou do que é feito o meu cansaço) 2019

Ana Clara Tito
Sem título (E ela me perguntou do que é feito o meu cansaço) 2019

Ana Clara Tito - Os usos da raiva - momento 7 2020

Ana Clara Tito
Os usos da raiva - momento 7 2020

Lais Amaral - 01

Lais Amaral
Lidando com a avessos, curativos, cores da Gamboa, proteção, miçangas, encontros, buracos, mercúdio em peixes, sobras, segredos e vento
2020
Acrilica e tecido sobre lona plástica
232 x 112 cm

Lais Amaral - 02 detalhe da obra

Lais Amaral
Descansando a saudade (detalhe)
2020
Acrílica sobre tela
207 x 135 cm
81 x 53 in
Acrílica sobre tela

Lais Amaral - 03

Lais Amaral
Você agora tem no peito um buraco fundo, o mais fundo da cachoeira, onde a luz não vem de fora / 97 x 150 cm

O grupo Trovoa nasce de um ateliê compartilhado pelas artistas Ana Almeida, Ana Clara Tito, Carla Santana e Laís Amaral, em Niterói no ano de 2017. A partir deste espaço físico de criação visual, intelectual e afetivo compreendemos as singularidades de um coletivo formado por mulheres racializadas no universo artístico. Defendendo a ideia de um grupo não homogêneo, Trovoa galga um espaço de liberdade subjetiva onde as expectativas e limitações do sistema legítimo de arte não sejam um enquadramento possível.

Em 2019, durante a Residência Trovoa no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica, no Rio de Janeiro, o grupo promoveu encontros convidando outras artistas, produtoras e curadoras com o objetivo de fomentar uma rede e um pensamento crítico-prático sobre o sistema de arte, espaços, processos e caminhos possíveis no circuito. Como a necessidade de expansão e criação de um protagonismo de mulheres artistas racializadas no Brasil, surge a Nacional Trovoa, um movimento de articulação nas artes visuais envolvendo 10 estados brasileiros. Consequentemente, hoje o grupo se entende enquanto um movimento nacional.

Carla Santana

Carla Santana (Rio de Janeiro, 1995), graduanda em Artes na Universidade Federal Fluminense. Adentrou ao universo artístico a partir do teatro, onde atuou em duas companhias: Terraço Artes Integradas e Mundé. Co-fundadora e articuladora do movimento nacional Trovoa. Foi monitora do curso "Cenas para outras linguagens" ministrado pela Camilla Rocha na EAV Parque Lage. Participou de diversas exposições coletivas em: Valongo Festival Internacional da Imagem, Galeria Auroras, Museu da República, Bela Maré, Centro de Artes UFF e Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. Fez a sua primeira exposição individual "Vou ao redor de mim" no Centro Cultural Paschoal Carlos Magno.

Sua produção é composta por múltiplas visualidades como o desenho, pintura, colagem, escultura, fotografia, vídeo e performance. Partindo dos princípios de que toda imagem é texto e do corpo como principal dispositivo de expressividade, busca externalizar e investigar as relações sutis entre o corpo-subjetivo e o corpo-social.

Ana Almeida

Ana Almeida (Rio de Janeiro, 1993), tem a pintura e o desenho como seus pontos de partida. Através deles cria superfícies que possuem camadas que revelam a atuação de um tempo estendido ou do clima; apreender em si solidez, fluidez e o que se encontra entre ambos; anunciar por blocos de cor e linhas um tempo ágil no fazer; ou até mesmo se permitir modificar pelo recurso das imagens em movimento sobrepostas em si, sendo que parte destes desdobramentos acontecem pelo do uso de paisagens abstratas orientadas pela presença e pela nossa afetividade com rios em cidades.

Se formou em Desenho Industrial pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro em 2018 com parte dos estudos em Virginia Commonwealth University, em Richmond, E.U.A em 2015-2016. Fez uma individual na Fundação de Arte de Niterói e já participou de coletivas no Paço Imperial do Rio de Janeiro, MAM-RJ, Instituto Tomie Ohtake entre outras. Foi artista residente no CMA Hélio Oiticica, no programa do Valongo Festival Internacional e no Pivô Pesquisa. Foi finalista do Prêmio EDP das Artes e em 2020 foi indicada ao Prêmio Pipa. É co-fundadora/integrante do coletivo Trovoa.

Instagram @trovoa_

Ana Almeida @cilantra__
Ana Clara Tito @aclaratito
Carla Santana @carlassssantana
Jade Maria Zimbra @zimbralazambra
Lais Amaral @lais__amaral

"Os Contos de Hoffmann" de Jacques Offenbach no Theatro Municipal do Rio de Janeiro.
As artistas Ana Almeida, Ana Clara Tito, Carla Santana e Laís Amaral, do coletivo Trovoa, em diálogo com o curador Ulisses Carrilho.
Acesse aqui a entrevista

Jade Maria Zimbra

Jade Maria Zimbra (Rio de Janeiro, 1994) vem atuando em âmbitos artísticos desde 2015, onde cursou Iniciação Teatral e, em seguida, Criação de Personagem pela FAETEC Henrique Lage no Barreto, Niterói. Desde então, iniciou seu trajeto de pesquisa investigando a teatralidade na música e a musicalidade no teatro, participando de coletivos teatrais e de grupos de dança e de experimentos musicais. Integrou o Laboratório de Audiovisual da Casa Nem e foi uma das artistas selecionadas para a 6ª edição do festival "Segunda Preta" de Belo Horizonte - MG em 2018. Em 2019, integrou as residências "Corpos Estranhos", no Despina e "Elã - O nome que a gente dá as coisas" no Galpão Bela Maré, onde participou de suas respectivas exposições. Em 2020, integrou a residência "Arrebatrá", onde ministrou oficinas no projeto "Espiritualidade Travesti", no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica.

Seu trabalho se revela na pesquisa sobre as interseções entre arte e magia, entendendo tanto os processos artísticos quanto as experiências vividas através da espiritualidade como articulações de autoconhecimento e de criação de possibilidades de vida e memória para corpos dissidentes. Tecendo os fios que perpassam a escrita, a música, a fotografia, a performance e ferramentas ancestrais, como o tarot. Encontrando rastros de lembranças ancestrais e, ao mesmo tempo, construindo outras perspectivas sobre essas lembranças que atravessam corpo-mente-espírito.

Laís Amaral

Laís Amaral, artista visual, autodidata, 1993 (Rio de janeiro, Brasil) graduada em Serviço Social pela Universidade Federal Fluminense (2017), pesquisou possíveis reações ao colapso ambiental contemporâneo. Co-fundadora e articuladora no movimento Trovoa. Participou do Programa "Any direction out of the center " Qualquer direção fora do centro e Cenas Para outras linguagens, com Camilla Rocha na Escola de Artes Visuais do Parque Lage (2018) e do Curso Arte e espiritualidade – “O caminhar como prática estética" no Centro Municipal de artes Hélio Oiticica. Realizou sua primeira exposição individual “Vazante” na Fundação de artes de Niterói, 2018 e em 2020 a segunda “Bebendo água no Saara” na Galeria Anita Schwartz. Integrou a Residência Trovoa no Centro Municipal de artes Hélio Oiticica em 2019. Participou de diversas exposições coletivas como Bela verão (2018), Uso da imagem no Ateliê da imagem, Ateliê da imagem, Si viven en las mañanas, Interior 2.1, Guadalajara, México(2019), dentre outras. Incorpora em sua trajetória experiências em arte-educação, como por exemplo práticas ligadas ao movimento de hidro alfabetização junto das Campanhas “Nem um poço a mais” e “Semana sem petróleo” contra a petrodependencia na FASE, ES.

Atualmente dedica-se em maior parte a pintura, onde compara o contexto de desertificações ambientais em territórios pelo Brasil ao projeto de embranquecimento da população e natureza como um todo, associando tais dinâmicas e impactos a uma perspectiva subjetiva e espiritual. Nomeia o gesto de pintar como vazar, na tentativa referenciar os movimentos da natureza e de umidecer as formas de existir. Tal experiência está diretamente conectada a mistérios de uma realidade sensível que também permeia a memória e o agora.

Ana Clara Tito

Ana Clara Tito (Rio de Janeiro, 1993), é graduada em Desenho Industrial pela Esdi-UERJ, com parte dos estudos na York University, em Toronto, Canadá 2014-2015. Participou do Programa Formação e Deformação 2019, "Emergência e Resistência" e do curso "Cenas para outras linguagens" ministrado pela Camilla Rocha, ambos na EAV Parque Lage. Participou de exposições coletivas no Valongo Festival Internacional da Imagem, Bela Maré, Ateliê da Imagem, Espaço Breu e Solar dos Abacaxis. Realizou exposições individuais da Fundação de Artes de Niterói e no Centro Municipal de Arte Hélio Oiticica. É também fundadora-integrante do movimento nacional Trovoa.

Nascida em Bom Jardim, RJ, em sua pesquisa utiliza do corpo e seus estados emocionais/mentais como ponto de partida e de chegada. Seus trabalhos cruzam fotografia, performance e instalação, integrando a matéria como corpo agente e explorando as relações entre material e imaterial. Pensa sua prática artística como desenvolvimento de um modus e de um universo baseado em permissão e possibilidade, movimentando e pensando: materialidade, imaterialidade, intimidade, privado, corpo-construção, inconclusão, não linearidade, complexidade, instabilização, desestabilização, não cabimento, não cessamento, não contimento.